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4 Artistas Espontâneos: Aurelino, Nino, Paulo de Jesus e Manuel Graciano

Abertura dia 11 de dezembro, às 10h.

Museu Afro Brasil

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
Parque Ibirapuera – Portão 10
São Paulo / SP – Brasil – 04094 050
Fone: 55 11 3320 8900

Aurelino (1942 – Salvador – BA)

“No universo de nosso pintor, a palavra comparece, sem lei, e o pincel sem amarras desliza sobre as telas, construindo formas simbólicas, nas quais se misturam homens, máquinas e natureza: ônibus-homens, avião- coqueiro, navio-peixe, formas nunca vistas antes. E ele explica: ‘ônibus é capa de gente, avião tem coqueiro embaixo, navio é peixe”, construindo assim sua teoria. Letras e números também povoam seus quadros e com sabedoria, afirma: ‘A letra é que faz o mundo”.

Urania Tourinho Peres, Psicanalista.

Aurelino, 2009. Acrílica sobre tela
Nino (1920 – 2002 – Juazeiro do Norte – CE)
“Calado quase mudo. Seu corpo franzino movimenta-se lentamente em gestos precisos. Tudo nele é contenção. Os olhos distantes, como sempre à espreita, contemplam algo visível só para si, lá no infinito”.

“Vendo o toco eu dou fé logo do que assenta naquele pedaço de pau; corto até deixar no jeito. Primeiro desenho com a tinta as figuras, depois cavo com o escopo. Vou fazendo e reparando, às vezes tem uma falha, aí vou ajeitando. Do mesmo jeito é pra pintar; vejo a tinta que mais assenta a qualidade. Quero que o povo ache bonito”””””””” Nino por Nino. Acrescenta: ‘Se a pessoa não está satisfeita eu trato de ir ajeitando, aí se tornar a dizer não, eu digo que não tem jeito não, tem que ir procurar outro. A peça pode ficar porque logo chega outra que se agrada. As coisas que eu tenho feito não empancam”””””””””.

Dodora Guimarães.

Nino, Juazeiro do Norte/CE. Madeira Policromada. Acervo Museu Afro Brasil.
 
 
Paulo de Jesus: Carrinhos de Café (Salvador, BA)

Na cidade de São Salvador, tudo é original. O trabalho urbano dos escravos de ganho, com suas negras quituteiras e meninos-barbeiros, marcaram a identidade de uma cidade voltada para a rua. Ecos modernos desta tradição, estes pequenos carrinhos de café fundem imagens, significados, máquinas, cheiros e sons. Como pequenos carros alegóricos, são a expressão da criatividade lúdica do artista popular, interessado em ganhar o seu pão, sem perder a poesia. O artista Paulo César de Jesus, autor dos carrinhos aqui expostos, foi o precursor desta arte, tendo inclusive alugado suas obras para a filmagem do filme Ó paí, ó.

Paulo César de Jesus, Carrinho de café. Técnica Mista. Acervo Museu Afro Brasil
Manuel Graciano (1923 – Santana do Cariri – CE)
 “Sua escultura em madeira vai ganhando em pouco tempo a liberdade da forma própria, autoral. Manuel Graciano compõe grupos com vários personagens que formam um verdadeiro conjunto escultórico, com a possibilidade da permutação das figuras. É parcimonioso nas cores, que integra com grande domínio à forma esculpida. No seu Presépio, tons de terra, verdes e rosa predominam com pequena, mas segura, inclusão do azul nos trajes dos anjos. Graciano tem um veio de humor que pode crescer até o mais flamejante expressionismo em muitos de seus trabalhos.”

Lélia Coelho Frota

Manuel Graciano Cardoso, Presépio. Madeira Policromada, Coleção Particular.

Neste vídeo, você vai conhecer uma parte do núcleo Artes Plásticas que integra o acervo do Museu Afro Brasil, em São Paulo. Neste núcleo estão quadros, esculturas e instalações de artistas negros brasileiros, representantes do período barroco, da arte acadêmica, moderna e contemporânea.

Vídeo sobre o núcleo Trabalho e Escravidão da exposição permanente do Museu Afrobrasil, em São Paulo, que mostra, entre outras coisas, as regiões do continente africano de onde vieram os negros escravizados, valorizando o conhecimento e as técnicas implantadas por eles na agricultura e na mineração brasileira.

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